A automação residencial

A automação residencial dispõe de recursos para o gerenciamento autônomo do consumo energético e comando de equipamentos no imóvel. Através de sistemas de energia integrados a dispositivos de automação e infraestrutura de rede, todo o imóvel se torna controlável por seus moradores presencialmente/remotamente/programável.

A tendência é que cada vez mais casas permitam controle integral de luz, temperatura, climatização e sistema de segurança por meio de dispositivos móveis, melhorando a habitabilidade e conforto das edificações.

Melhoria no consumo de energia elétrica e iluminação, climatização inteligente e sistemas de segurança são diferenciais em uma residência automatizada, que podem destacar e agregar valor ao seu projeto.

Os painéis fotovoltáicos na Construção Civil

O setor de construção civil é tido como um dos principais fatores responsáveis pelo crescimento econômico e uma das áreas de maior impacto ao meio ambiente. Dessa forma, as energias renováveis, em especial a energia solar, são alternativas sustentáveis para a diminuição dos
impactos ambientais provenientes do setor construtivo.
Os painéis fotovoltaicos são recursos tecnológicos que têm sido cada vez mais implantados em edificações que buscam unir eficiência e sustentabilidade.

Como ponto positivo à tendência, o Brasil ostenta um dos maiores potenciais de geração de energia fotovoltaica do mundo, próximo a 28 mil gigawatts. Na prática, isso significa mais de 200 vezes toda a potência da rede elétrica atual.

Fonte: Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O Ultra High Performance Concrete

O UHPC é a sigla para Ultra High Performance Concrete que, traduzindo para o português, significa Concreto de Ultra Alto Desempenho. Trata-se de um tipo de concreto de alta performance que está um patamar acima do CAD (Concreto de Alto Desempenho) em termos de resistência e durabilidade.
O que diferencia este novo tipo de concreto dos demais é a ausência de agregados graúdos, o que elimina muitos inconvenientes, como índice de vazios entre os agregados e as zonas de transição entre pasta e agregados. Tal situação, no concreto comum, é o elo mais fraco em termos microscópicos. Segundo alguns especialistas, o uso do concreto UHPC poderá chegar, futuramente, a substituir o concreto armado devido às propriedades efetivas.
A chegada do UHPC é vista com excelentes olhos no mercado da construção civil. Apesar de ter um alto custo, as características do material trazem um ganho imensurável à qualidade das obras, elevando ainda mais a vida útil do empreendimento, pois aumenta a resistência à corrosão e à abrasão.

A Realidade Aumentada na Construção Civil

A construção civil conta com novas tecnologias a cada dia que passa. E, atualmente, podemos visualizar um projeto totalmente finalizado, mesmo que ele ainda esteja na fase de preparação do solo.
A Realidade Aumentada pode proporcionar uma visão mais exata daquilo que será construído e todas as camadas de materiais e instalações que, muitas vezes, são complexas de se entender através de desenhos. Essa tecnologia possibilita projetar e visualizar um projeto em três dimensões, assim contribuindo tanto para a concepção quanto para a apresentação da obra para clientes.

Drones na construção civil

É possível que algumas pessoas se perguntem o que está sobrevoando uma construção.
Os drones, sem dúvida, são uma realidade em um canteiro de obras, oferecendo uma visão completa e diferenciada no que está em andamento. Com isso, algumas questões podem ser corrigidas antes mesmo de se tornarem um problema real. Esta tecnologia tem potencial de tornar o planejamento em uma obra mais eficaz e permitindo que construtoras coletem dados estratégicos contribuindo na melhora da capacidade de projeto e planejamento de construções imobiliárias, residenciais, corporativa, industriais, de infraestrutura, de instalações, dentre outras.

Além das atividades durante a obra, os drones podem auxiliar na execução de inspeções prediais, principalmente, nos sistemas de fachada. Essa tecnologia contribui na qualidade do serviço, agilidade e segurança na operação.
Ademais, o uso de drones auxilia prefeituras municipais, a fim de identificarem “novas áreas construídas” em edificações. Esta prática vem a impactar na cobrança do IPTU proprietário do imóvel.

Você sabe o que é preciso para projetar uma rampa?

Sempre deve-se levar em consideração a acessibilidade de uma edificação, quando se inicia um projeto. Mesmo assim, adequar uma rampa pode ser um desafio na hora de projetar.
Conforme a norma ABNT NBR 9050:2015, rampas devem ter inclinação máxima de 8,33%, porém, quando não há como atender a essa inclinação, são permitidas inclinações de 12,5%. O cálculo para a inclinação é feito através desta equação: i=(altura entre os níveis/comprimento da rampa)x100.
A NBR 9050:2015, estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados em projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade. Então, uma leitura atenciosa da norma deve ser feita para que dúvidas mais específicas e relacionadas a todos os elementos do projeto sejam esclarecidas.

A NBR 6489 e Prova de carga

Como executar prova de carga estática para avaliação do solo, no qual receberá uma fundação direta?

De acordo com a regra da ABNT NBR 6489:2019, os métodos de ensaio para prova de carga estática do solo que receberá uma fundação direta possibilitam determinar seu comportamento mecânico por meio da curva tensão-deslocamento, estimando os parâmetros de deformabilidade (coeficiente de ração vertical do módulo de deformabilidade) e de resistência (tensão admissível) do solo em análise.
O método consiste em aplicar esforço estático axial de compressão à placa levando ao registro dos deslocamentos correspondentes. O diâmetro da placa para aplicação das cargas ao solo deve ser de 0,30m e ter rigidez equivalente à da fundação prevista (concreto armado ou aço de acordo com a NBR6118 e NBR8800).

Como são feitos as peças de pré-fabricados de concreto?

Ganhando tendência no mercado, a peças de pré-fabricadas de concreto podem constituir pilares, vigas, vigotas, painéis, telhas, lajes, dentre outros. Facilitam o processo de execução, pois já chegam prontas ao canteiro de obras, necessitando apenas da instalação. A fabricação acontece em ambiente industrial, seguindo padrões de qualidade e os materiais dependem da aplicação e resistência requisitada. As principais normas relacionadas ao tema são :ABNT NBR 9062 – Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado, ABNT NBR 14931 – Execução de estruturas de concreto, ABNT NBR 7480 – Aço para estruturas de concreto armado, ABNT NBR 7482 – Fios de aço para estruturas de concreto protendido, ABNT NBR 7483 – Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido.

Os pré-fabricados de concreto têm vantagens como: redução do tempo de execução da obra, economia nos gastos com mão de obra, menor desperdício de material devido a redução de resíduos, diminuição de entulho.

Fonte: awacomercial

Os vidros na Construção Civil

Você sabe quais são os cuidados na escolha de um vidro a ser adotado na concepção de uma edificação?

Atualmente, o Brasil possui uma norma específica para vidros aplicados à Construção Civil, sendo ela ABNT NBR 7199:2016. Esta norma encontra-se em revisão e, provavelmente, entrará em consulta pública a partir deste ano. Normalmente, os vidros aplicados na construção civil são o float (monolítico), temperado, laminado, temperado laminado e insulado. Quanto a sua aplicação, podem ser encontrados em esquadrias, peles de vidro, escadas, revestimentos, piscinas e demais elementos estruturais (Exemplo: prédios da APPLE Inc.). Para que se tenha o melhor resultado na escolha de um vidro, é importante que os responsáveis pela elaboração do projeto atentem-se a: (i)Tipologia e funcionamento do envidraçamento; (ii)Dimensões, inclusive das subdivisões; (iii)Sua inclinação em relação à vertical; (iv)Posicionamento em relação ao piso e em relação ao solo; (v)Localização na obra, indicando detalhes da construção que possam influir no envidraçamento.

A manutenção predial e a NBR15.575

De acordo com a ABNT NBR 15575:2013, a manutenibilidade das edificações é definida como o grau de facilidade que um sistema, elemento ou componente apresenta de se mantido ou recolocado no estado que possa executar as suas funções originais requeridas no projeto. A manutenção pode ser dividida em preventiva e corretiva. A manutenção preventiva é o acompanhamento periódico de equipamentos ou sistemas, através de dados coletados por meio de monitoração ou inspeções. A manutenção corretiva consiste em reparar/substituir componentes do sistema, que resultam na perda do desempenho mínimo para qual o conjunto foi projetado originalmente. É o tipo de manutenção mais caro, demorado e oneroso. A definição dos períodos e procedimentos de manutenção das edificações e seus sistemas parece ser algo aleatório e empírico, porém há inúmeras explanações do assunto na ABNT NBR 5674:2012.